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Tuesday, July 01, 2008

 
I can buy you, but I can't make you love me. I can't make you care.

Eu não tenho culpa de ter me encantado de você, Moço. Tão pouco essa culpa é tua. A culpa, na verdade não é de ninguém, aliás, nem existem culpas. As coisas acontecem simplesmente por alguma razão. É como se, de repente, algo falado se encaixasse num determinado pedaço do coração e os encantos surgem. E eles precisam ser vividos, Moço. Ao menos, pelas pessoas - como eu - que preferem apostar as fichas a ficar a vida inteira pensando no que poderia ter acontecido. Já tenho um grande "e se" pra conviver e você não se toranará um.

Mesmo que esteja completamente encantada por você, não encararei com expectativas qualquer coisa que venha a acontecer. Aliás, já trabalho para zerar todas. A gente também pode se convencer de outras coisas, Moço, mesmo que não pareça, é possível desapegar de um sentimento quando a gente quer muito. E, não, eu não sei se quero desapegar de você de todo, mas certamente quero diminuir o peso dessa magia que você carrega. Meu coração não vai mais acelerar quando te tiver por perto. Ou não mais só por isso.

A verdade é que me deixei levar pelo elogio de ser cortejada. E por alguém tão doce e belo e querido feito você, Moço. E eu gosto desse afago no ego, me faz bem saber que um rapaz tão interessante física e intelectualmente se interessou em mim a ponto de simplesmente se impor na minha vida virtual. E foi bom estar contigo, mesmo que por poucas horas. E foi bom andar de mãos dadas. E foi bom te beijar.

Se eu quero mais? E quem não quereria, Moço? Quem? Mas como você não pode ou não quer me dar esse mais todo, eu vou parar de teorizar. De agora em diante, me esforçarei para manter minhas vontades de você num nível físico. É desejo, Moço. Mas desejo carnal. E esse, sim, porei em prática. O mais breve que me for possível.

I can't make you care, but I certaintly can make sweat.
 

Greta Garbo, quem diria, foi parar no Irajá as 1:25 PM



Thursday, June 26, 2008

 
Corrientes, 348


Quando mais nova, nutria aquela certo desprezo por Argentina e tudo que viesse de lá. Afinal, sempre fui apaixonada por futebol e eles eram os inimigos nesse terreno. Mas sempre gostei do Maradona. Don Diego, com aquele jeito perturbado, sem noção e barraqueiro dele sempre teve minha admiração.

Os anos passaram e um dia, por um acaso, acabei indo de carona numa viagem da minha avó e passei algumas horas em Buenos Aires. E somente uma vez na minha vida tinha me doído tanto sair de um lugar. Conforme o barco se afastava do porto, meu coração ia se apertando no peito, como se alguma parte de mim tivesse ficado por lá ou como se grande parte de mim se recusasse a voltar. E, ali, olhando o sol se pôr no Rio da Prata, joguei um beijo à cidade, prometendo voltar assim que me fosse viável.

Ano passado voltei lá. E, de fato, foi como voltar aos braços acolhedores de um amor, que mesmo distante, não arrefeceu e nem arrefecerá tão cedo. Era como se Buenos Aires me abrisse um largo sorriso, desses que a gente guarda pro maior dos nossos encantos, e me estendesse os braços, oferecendo colo, carinho, um afago nos cabelos e beijo longo e intenso. E também me pegasse pela mão e me conduzisse por aí, sem rumo, se enamorando de mim a cada esquina; me tirasse o ar a cada praça e me roubasse um beijo em cada construção antiga e linda.

Esse ano, conto os minutos pra voltar lá e ser feliz. Não me entenda mal e nem pense que minha felicidade depende de qualquer coisa externa. Muitíssimo pelo contrário, está aqui dentro, e aqui dentro está Buenos Aires. Mi Buenos Aires querido.
 

Greta Garbo, quem diria, foi parar no Irajá as 11:39 AM



Tuesday, June 24, 2008

 
6:20 da manhã.

E eu ainda no trabalho.
 

Greta Garbo, quem diria, foi parar no Irajá as 7:27 AM



Friday, June 20, 2008

 
I'm in love. And this is him
 

Greta Garbo, quem diria, foi parar no Irajá as 6:04 PM



Wednesday, June 18, 2008

 
To learn list

Angela Chase já disse que a vida deveria vir com manual de instruções, pra sabermos o que fazer, mas não vem. A gente aprende mesmo é na porrada. Tem que bater a cabeça, tem que doer, tem que formar cicatrizes e, mesmo assim, às vezes, a gente esquece. Rafiki, em O Rei Leão, também nos ensina que mesmo que o passado doa, está no passado; e também que mudar é bom, mesmo que traga um ou outro incoveniente. Baseada nisso, resolvi fazer a minha lista de coisas a aprender. É como um programa de estudos que precisa ser aprendido e, acima de tudo, compreendido. Especialmente se eu realmente viso me tornar uma pessoa melhor. Pra mim, claro.

-Entender que pessoas mudam de idéia e não é culpa de ninguém. Todas as pessoas: amigos, amores, peguetes, potencias paixões, você e eu. E isso é bom, mostra que ninguém está morto.

-Que encantos vêm e vão e não necessariamente serão recíprocos. Mas que é bom tirar um tempo pra sofrer um pouco por cada um que se perde. Mesmo que pouco, ainda é um sinal de que bate dentro do peito um coração que ainda tem muito pra dar e sonha em receber.

-Aprender que mesmo que o primeiro beijo venha carregado de um potencial apaixonante enorme, não há nenhuma garantia de que a paixão venha a acontecer. E curtir toda a delícia daquele contato enquanto ele durar, sem ficar viajando em todas as hipóteses do mundo. Afinal, um primeiro beijo apaixonante pode ser apenas gostoso e sem pretensões. Mas jamais desisitir de achar aquele primeiro beijo que não só será deliciosamente apaixonante, como também será meu por um longo tempo.

-Que mesmo distante, as minhas pessoas sempre serão minhas. E eu sempre serei delas. Então não precisa que se cobre nenhum tipo de presença em nenhum tipo de universo. Mas não deixar de aparecer de quando em quando para perguntar da vida.

-Que, assim como as minhas pessoas, os meus lugares sempre serão meus e estarão comigo e eu com eles. Porque não se deixa um pedaço do coração num lugar somente de adubo. E que sempre posso visitá-los com os olhos fechados.

-Que a tristeza passa. Por mais que aperte o coração ao ponto de a gente se sentir sem ar, ela vai embora, eventualmente.

-E o principal é que não importa o quanto demore, o meu par de lábios está por aí me esperando. Talvez tão chateado e desesperançoso e esgotado emocionalmente que escreve uma lista de coisas a aprender num blog, num e-mail, numa folha arrancada que vai ser jogada ao vento, num acesso fúria. Talvez se perguntando a razão dos encantos. Talvez vivendo a vida sem pensar em muito a não ser continuar respirando. Ou talvez bem feliz, sentado ao sol numa praça, lendo o jornal e, enquanto o vento despenteia seu cabelo, ele sorri e pensa que, ah, esse mundo não é de todo mau. E que talvez, esteja na hora de vir me encontrar, já que eu estou demorando mais do que ele acha necessário.

No mais, dream a little dream of me...
 

Greta Garbo, quem diria, foi parar no Irajá as 2:13 PM



Tuesday, June 17, 2008

 
Há um tempo, quando participava de uma comunidade de orkut onde a escrita era veramente incitada, me lembro de ter escrito um post sensacional, que o blogspot roubou, claro. Talvez porque tenha sido uma das melhores coisas que já escrevi na vida. Fato.

E o post foi inspirado por uma música que ouvia muito na época e temperado com minha sempre presente vontade de me apaixonar perdidamente por alguém e ser correspondida. Coisas de quem vê muita comédia romântica, acontece. Deve ter bem uns 2 anos isso e, no entanto, só hoje realmente parei para tentar entender a música. E, é, não estava de toda errada quando achava que era pra mim que Noa falava.


Pardon me for babeling, comme des milliers de mots
Pardon me for babeling, qui t'envoient des signaux
Cent mille mots, blottis au fond de mon coeur
Tout la haut dans les etoiles, por oblier tes peurs

Tu sais au fond de mes pensees, depuis que je t'attends
Tous mes mots son bouleverses
Je sens comme des torrents
De paroles, de rires, de symphonies, de chansons
Et ces melodies murmurent de battements
Les battements de com coeur

Milim, milim, milim, cama milim amarnou
Tsilim, tsilim, tsilim, charnou, charnou
Libi, libi, libi, khai bekhaykha, libi, libi, libi, khai bekhaykha

Si je regarde dans tes yeaux, je vois comme une eclipse
Tu souleves de ouragans, de tendresse, de delices
Pour le dire, j'ai tous les mots de la terre
Toutes les langue, toutes les couleurs et la lumiere
D'une infinie priere

Milim, milim, milim, cama milim amarnou
Tsilim, tsilim, tsilim, charnou, charnou
Libi, libi, libi, khai bekhaykha, libi, libi, libi, khai bekhaykha

Pardon me for babeling, mais juste en quelques mots
Raconte-moi encore l'histoire, celle de babel, dis-moi
Et de l'amour qui nous donne des ailes
L'amour qui chante, we're never babeling, we're bubbling
When we sing

When we sing {3X}
Comme des milliers de mots
Babeling
 

Greta Garbo, quem diria, foi parar no Irajá as 4:42 PM



Monday, June 16, 2008

 
It's only the mess within in about to come out

Preciso realmente tomar conta do meu ciclo mesntrual, porque não me é possivel conceber que uma pessoa passe metade do mês em fúria hormonal. E quando digo isso, realmente quer dizer que a parada fica doida e o humor alterna bizzarramente. Não é uma coisa de "hoje acordei triste", "hoje estou manhosa", "hoje estou misantropa"; a coisa é num nível muito power e eu vou do "quero colo" ao "vaza antes que eu perca a paciência" em 5 segundos. Me sinto como uma bomba atômica em poder de um terrorista muito malvado, que pode explodí-la a qualquer momento. E não tem nenhum Jack Bauer chegando pra desarmar.

Ou é hormonal ou simplesmente atingi níveis obcenos de carência. O que quer que seja, só quero que passe logo, porque ninguém me merece desse jeito.
 

Greta Garbo, quem diria, foi parar no Irajá as 5:29 PM