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Wednesday, July 08, 2009

 
O problema todo na verdade, é um só. Que tenho me sentido muito, muito, muito sozinha. Na teoria tem um cara legal que até gosta bem de mim e eu gosto bem dele, mas ele tá na casa do caralho. E nove mil quilômetros e um oceano não te esquentam nas noites frias de inverno. E Deus sabe como o inverno na Capitania de São Sebastião tá sinistro esse ano. Daí a real é a seguinte: tem esse cara, mas não tem ninguém, então a gente descola um aqui e outro ali e vai levando a vida.

Só isso é legal. Ou deveria ser. Quer dizer, teoricamente é legal, mas na prática não é. Porque eu não tenho ninguém. Nem os amigos que me sobraram por aqui, porque esses não podem -e nem devem, percebam - largar tudo pra atender meus caprichos de pessoa que não sabe ficar doente e faz o maior escarcéu durante a gripe do ano.

E aí, durante todo o charminho que faço, as coisas meio que caem nos lugares devidos. O moço lá de longe é tudo que sempre quis, mas tem toda essa montoeira de zeros e água entre nós, inviabilizando meu sonho dourado de moça do subúrbio.

E os caras de perto, você pergunta. Bem, se você não pergunta, deveria. É uma dúvida normal, até. Eu perguntaria, se estivesse ouvindo essa história de alguém. Bom, na teoria, tem esse um aqui bem de perto, que num segundo encontro diz que não quer relacionamento nenhum. Pro caralho, né? Tá certo você, porque alguém que lança uma dessas, não é que não queria relacionamento nenhum. Não quer é um comigo, porque, vamos combinar aqui, quem diz isso, tá dizendo: "olha, você não é má pessoa, é só que eu quero uma pessoa MAIS qualquer coisa do que você." O que é altamente tranqüilo pra mim, se agem assim. Falar, meu amigo, é fôlego.

Mas é que junto a tudo isso, vem aquela neurose de anos que diz que não, eu não sou tão interessante. E que, mais importante, não, meu bem, não vai aparecer alguém pra esquentar as noites frias do inverno carioca. Que Deus sabe bem como está rigoroso esse ano.
 

Greta Garbo, quem diria, foi parar no Irajá as 7:48 PM



Thursday, March 05, 2009

 
Da saudade e outras milongas

Dizem que distancias geográficas já não importam tanto mais. Pois o cacete que não. Porque é lindo comunicar-se com alguém além-lago, mas é horrivel não poder ter ao alcance da mão.

Long story short.

Tanto que pedi. Tanto que quis. Tanto que implorei. Finalmente me mandaram o que eu tanto queria numa caixa linda, com um interior apaixonante. Mas do outro lado do laguinho. Alto, largo, bonito, cheiroso, com uns olhos que te fazem até lembrar do Flávio Venturini em Todo Azul do Mar, inteligente, sarcástico, de exatas. Meu número. Além de todo o calor do carnaval, ainda me derretia inteira naqueles braços e pegava fogo quando unia aos meus aqueles lábios.

Mas, como todo carnaval acaba em um momento (a não ser que você esteja na Bahia), ele se foi. E levou um pedaço do meu coração. Lembranças lindas. Achei que seriam só isso. Mas não. São e-mails diários, uns 10 pra cada dia que passa. E grandes, até. E são aquelas pequenas coisas que me fazem odiar TANTO o mar. O céu. A distancia.

VOLTA, PANGÉIA.
 

Greta Garbo, quem diria, foi parar no Irajá as 2:07 PM



Tuesday, February 10, 2009

 
Boredom in the city

Mulheres bem resolvidas me incomodam. Nenhuma mulher é bem resolvida, 'segura de si' e supah independente. NENHUMA. Não adianta se inspirar em série bonitinha, porque no filme, todo mundo casa e é feliz de parzinho. Portanto, não mete essa de que "ai, meu deus, sou super demais e auto-suficiente'. O caralho que é.

Não sei se é criação. Se é instinto ou qualquer dessas coisas, mas eu gosto muito de ter companhia. Masculina, dessas que dorme de conchinha. Porque, sinceramente, amigos e amigas são ótimos, lindos, queridos, mas eles não acordam quando você tem pesadelo, benzinho. E Djízãs sabe o quanto eu tenho pesadelo. E amigos, por mais legais que sejam, por mais presentes que sejam, não andam de mãos dadas pela vida. E você eu não sei, mas eu gosto de andar de mãos dadas.

Não serei menos gente se não encontrar parzinho, claro. Não é uma necessidade sem a qual serei incompleta para todo o sempre. Mas quero. Gosto. Me faria um bem danado.

O que me incomoda nas caléguinhas bem resolvidas é que elas são tão fodonas e independentes que quando oo bofe da vez dá perdido, elas entram em parafuso. Porra, se fuder, né? Cadê a resolução toda quando, na sexta, o bofitcho não atende? Ah, não existe né?

Então, mal ae, braziu, eu vou ser imatura, mal resolvida e bobinha. Mas sincera comigo mesma que é bom para o moral.
 

Greta Garbo, quem diria, foi parar no Irajá as 10:03 AM



Tuesday, February 03, 2009

 
Não acorde ainda, seja meu anjo

Não tem nada que não goste em você. Nada. Tudo está aí por uma razão, deve ser mesmo pra que eu goste cada vez mais e mais.

O jeito como você tem seu próprio cheiro, não importa o sabonete, o shampoo, o perfume, o gel ou a loção de barba, o caramba. É o seu cheiro e eu reconheceria em qualquer multidão. É assim que sei que você está por perto. É assim que perco meus sentidos.

O teu gosto. Deus, como amo o teu gosto. Com pasta de dente, com exaguante bucal, com bife acebolado, com cerveja, com vinho, com tequila, com pasta de alho, quando você acorda. É o melhor tempero de todo esse mundo. E de outros também, com toda a certeza.

Aquela maneira só tua de dizer que tudo ficará bem. E como tudo fica mesmo. E quando você está dormindo e sorri. E quando você acorda resmungando. E quando você decide querer algo. E quando esse algo sou eu.

Aliás, é quando eu mais gosto de você. Porque, do seu lado, tudo o mais não tem qualquer importância...
 

Greta Garbo, quem diria, foi parar no Irajá as 3:13 PM



Wednesday, December 17, 2008

 
Amores possíveis

Graças aos céus nasci no Rio de Janeiro, o coração passional do Brasil, sob o signo da brasilidade nagô e amparada pela lua latina. Ser sul americana, pobre, suburbana e falande de língua latina é a única maneira plena de sentir. De enfrentar a vida entendendo o porquê de emoções. E de diferenciá-las. É a única forma possível de entender o que realmente é viver uma emoção.

Somos viscerais. Nos entregamos, mesmo a contragosto e com o racional gritando o quão tudo é errado. Somos um pessoal que se apaixona e se magoa com as mesmas violência e rapidez. Não sei você, mas eu não troco essa intensidade. Não troco nenhum dos meus amores por passar a vida com o coração intacto e sem compreender uma única linha das músicas mais bonitas do mundo.

Me apaixono a cada 5 minutos, algumas duram mais que outras. Algumas vezes, chego a me apaixonar 2 vezes pelo mesmo objeto de afeição. E já me apaixonei todos os dias por pessoas. Cada vez mais e mais. Essa habilidade de jamais deixar de se apaixonar pela mesma pessoa deve ser o que chamamos de amor.

E existem vários tipos dele e nenhum é menos nobre do que um outro. Existem os que gritam o seu amor; os que o confundem com o fogo passional; os discretos; os que amam incondicionalmente; os que amam em silêncio porque não precisam de nada além da existência do ser amado pra amar. Já amei de todas essas maneiras e acredito que ainda haverei de amar de muitas mais.

E como amo hoje? Em silêncio, cuidando da minha afeição como o Pequeno Prícipe cuida de sua Rosa. Não lhe faço as vontades porque escolhi o silêncio. A afeição é minha. O amor é meu. As conseqüências também. Não é medo, mas talvez seja fuga. E o que importa?

Posso viver com a idéia de não ser amada. Mas nunca com a idéia de jamais ter amado.
 

Greta Garbo, quem diria, foi parar no Irajá as 2:39 PM



Tuesday, December 16, 2008

 
Ela tem um vale um transporte e nem se liga

Daí que dezembro resolveu comer (mais) pão na minha e tudo que já não estava ok resolveu que degringolou afu. No fim das contas, meio que a coisa foi bem mais benéfica do que escrotinha, mas provação é sempre aquela merda, né?

E meio que a VÁIBE para mais um ano que chega é a de cortar a nocividade da vida. Chega de gente que só atrasa a vida e é mais encosto do que espirito de luz. O lance é perceber quem é quem, separar joio do trigo e todas as outras metáforas bonitas que aprendemos no catecismo.

Fazendo um balanço rapidinho, no fim das contas, 2008 foi um ano cagado, mas de crescimento. E a parte ruim de crescer é a demanda de dor, sofrimento e - adivinhem - PROVAÇÃO. Sério, não tô dando conta de ser colocada à prova afuzelicamente. Mas vivendo e aprendendo a jogar, né? É, qual é a outra opção, mesmo? Ah, não tem.

E o que resta agora é planejar as viagens desse resto de 2008 e recarregar tudo que me seja possivel porque a Dona Susan disse que 2009 é MEU ANO. E quero estar bem bela e faceira quando ele chegar.
 

Greta Garbo, quem diria, foi parar no Irajá as 11:56 AM



Tuesday, December 02, 2008

 
O twitter acabou com a minha vida

Essa coisa de ter um mini blogue/msn me acabou com a vontade de escrever a sério para fazer mimimi. É mais prático reclamar em até 140 caracteres ou esquecer das merdas abissais dançando macarena na minha vida quando se pode fazer piadinha e rir da desgraça. Minha e do alheio.

Sem contar o grande festival de egolatria, né? A twitolândia é reflexo da blogolândia, looooooogo, guerrinha de egos come solta. Sério, acho lindo. Adoro esse povo se digladiando pra ser a a rainha do baile. E ninguem quer namorar vocês, fica o toque.

No mais é isso, vamos vivendo tentando colocar Deus em dieta e tentando desligar o rádio.

Dale a tu cuerpo alegria, Macarena.
 

Greta Garbo, quem diria, foi parar no Irajá as 11:03 AM